Michael está morto

Sei que to sem postar há séculos e o post que vou fazer tá meio atrasado, mas enfim… Aí vai: Michael morreu.

Nesta quinta-feira, 25, Michael Jackson morreu.

Liguei a TV por volta das 18:30 e o Globo Notícias passava as informações.

Sinceramente, fiquei sem reação e preferi não acreditar. Minha ficha ainda não caiu, pra falar a verdade.

Apesar de não ter vivido a era Michael, eu sempre gostei muito das músicas e, principalmente, dele. Quando eu dizia que meu sonho era casar com o rei do pop ninguém botava fé, mas era a pura verdade.

Acho que não existe alguém tão puro como Michael, ninguém tão inocente… Por toda essa inocência, aliás, que ele sofreu.

Sim, eu acredito na inocência de Michael, acredito que ele não era pedófilo. Talvez ele estivesse apenas tentando viver tudo o que não pode viver quando criança, já que era obrigado a ensaiar por horas a fio…

Sei que a população adora causar e falar da vida alheia, ainda mais se for sobre alguém com tanta fama quanto ele.

Confesso que não gostava do Michael Jackson negro [sem racismo, nem nada... só uma questão de gosto], confesso que acredito na inocência dele, confesso que achava ele lindo demais e confesso que, no fundo, sentia pena dele.

Era muito claro que TODA aquela grana não foi capaz de tornar Michael uma pessoa feliz por completo, os traumas eram muitos, afinal. Ele ficava visivelmente perturbado quando o assunto era sua infância e a relação com o pai. Não pra menos, né… Não deve fazer nada bem, para um pré-adolescente, apanhar com cabos de ferro e ouvir o irmão fazendo sexo na cama ao lado. Não mesmo.

Mas daí a chamá-lo de pedófilo, pera lá… Não há provas e, honestamente, não acho que um pai de boa índole contente-se com mais ou menos 20 milhões de dólares para esquecer o abuso de seu filho. Eu não me contentaria.

Deixando de lado a vida pessoal e os escândalos, é inegável que ele era um fenômeno musical, um revolucionário e que, como ele mesmo concordara, era a personificação da música.

Michael era e talvez continue sendo para sempre um mistério. O mais talentoso mistério que o mundo já viu.

Deixo aqui minha opinião sobre o rei do pop e que venham as pedradas!!

Beijo, pessoas.

Inté =)


EM MANUTENÇÃO =)

mudando coisinhas por aqui, logo volta ao normal. ou não.

beijo.


Ídolos, pôsteres e amores

Hoje eu lembrei da minha época rebelde-sem-causa, das minhas brigas homéricas, dos amores-da-minha-vida-pra-sempre-até-amanhã, das melhores-amigas-até-daqui-10-minutos e da minha revolta em ser baleia e minhas tentativas nada saudáveis de deixar de ser baleia.

Por favor, atire o cd do KLB Jonas Brothers aquela que nunca sentiu nada disso entre seus 11 e 14 anos. Aquela que nunca foi chamada de aborrescente pela mãe, quando saía batendo o pé e a porta porque não podia ir pra festa onde meldeos,todomundovaimenoseu. Ou aquela que não colou pôsteres do KLB, Twister, Westlive Jonas Brothers, Simple Plan e Panic!At the Disco na parede e, depois se arrependeu porque ficou a marca do durex na parede [rs].

Se você não fez nada disso, desculpe. Não teve pré-adolescência nem adolescência, propriamente dita.

E se está na época de fazer essas coisa, faça mesmo. Tenha ídolos, cole pôsteres na parede, tenha melhores-amigas-para-a-eternidade-até-daqui-10-minutos e amores-da-minha-vida-pra-sempre-até-amanhã. E, claro, não esqueça de deixar tudo registrado naquela agenda linda de viver, com muito glitter, purpurina, adesivos e pluminhas.

Minhas agendas são algo que NINGUÉM me tira. Nelas estão as melhores épocas da minha vida, meu primeiro beijo, meu primeiro amor, minhas melhores amigas e todas as dores da época. Nelas estão meus sonhos de ser historiadora, arqueóloga, psiquiatra, jornalista, pintora e cantora. Nessas mesmas agendas estão todas as fases da interrupção desses sonhos, quando perdi pessoas importantes, quando parei de estudar e minha vida se tornou um colchão na sala por 3 meses seguidos.

Eu perdi parte da minha adolescência chorando a morte, lavando as mãos e vomitando. E não desejo isso pra ninguém.

Às vezes, no metrô, na rua ou no shopping, vejo meninas falando alto, felizes e saltitantes, com seus fichários cor-de-rosa e fico pensando: “Aff, alguém manda essas pirralhas pararem?”.

Mas lendo esse texto, minha opinião mudou: Adolescência não é burrice, que me perdoe a autora do texto.

E NÃO, PIRRALHAS. NÃO PAREM. Sigam suas vidas felizes, saltitantes, com seus fichários cor-de-rosa, suas agendas purpurinadas e suas canetas de pluminha.

É, sim, a melhor fase das suas vidas… Mesmo que ainda não aparente.

Continuem com seus mp2864851, ouvindo Jonas Brothers e todas essas coisas que tocam por aí.  Continuem tendo brigas e amores homéricos, continuem com suas Caprichos, continuem com seus pôsteres e, principalmente, continuem com seus sonhos. E não deixem que nada os interrompa. Nenhuma doença, nem a morte.

*Por favor, não batam a porta na cara de suas mães pois isso pode render um castigo. Homérico, como tudo na adolescência, claro!


É isso, personas.

Inté, beijo e eu ainda adoro as agendas e canetas cheias de glitter, prontofalei.


=**

UPDATE: quando se faz um post como esse, chega-se a conclusão de que estamos velhos. =)


Paixão x Amor

Amor e paixão são coisas diferentes. Isso é paixão. Paixão não consumada, paixão que não sai da cabeça, paixão envergonhada.

Paixão de verdade, talvez. Paixão que não precisa virar amor. Aquilo é amor. Amor companheiro, amor que briga, que ri, que divide e tem ciúme. Amor que deu fruto.

Paixão não dá fruto. Paixão só segura na mão e dá beijo que não deu. Paixão é o abraço quando encontra pela primeira vez, o olhar que desvia, a vontade de fazer tudo e, no fim, não fazer nada.

Amor é de um, paixão é do outro.

Amor é o abraço no fim do dia, o carinho antes de dormir, o abraço no meio da noite.

Paixão é o fogo, o desejo e, de novo, a vontade.

Vontade que não passa, só aumenta. Vontade do beijo que não deu, do abraço, vontade do cheiro, de você inteiro. Pra mim e mais ninguém.

[Texto antigo ^^]

É isso, personas.

Até a próxima!

[ainda devendo o post das camisetas. que vergonhaaa... =x]


Campus Party 2009

Agora que tem internet aqui aonde eu to, posso falar sobre o evento. =)

1º dia

Cheguei ontem por volta das 13:30h. Fila de entrada rápida. Pegar crachá? Não, vai pra fila de pendências [isso que dá ficar brincando com a foto um dia antes do evento.]. Pega pulseirinha, cadastra o computador, acha lugar, troca de lugar, liga tudo e… Opa, cadê a net? Não tem net nessa bancada. ¬¬

De repente, o meu computador desliga sozinho. Ahh, tá de sacanagem, né? Problema de energia TAMBÉM? Sim.

Primeiro dia trash. Cansei de ficar esperando a net voltar e fui ver meu crachá, já que disseram que estaria pronto às 16:00h. Chego lá. “Volta depois, querida… Estamos sem internet. Volta às 17h”

Tá, né. Fazer o quê? Então, vamos ver a Área Expo. =) NOT. Estava fechada. ¬¬ Praça de alimentação, come comida cara e voltar pra pegar o crachá.

Crachá = fila. Cheguei lá pra pegar às 17h. Saí da fila às 20h. Dor no pé, nas costas e cansada.

No fim, voltei pra casa. Lá tinha net, pelo menos.


2º dia

Chegamos já sem net, mas isso foi resolvido logo. =)

Apesar de uns problemas pessoais, tá tudo ótimo, fora a dor no pé que eu torci… O frio [que já passou, graças ao @RogerVargas =)] e à fome.

Logo eu faço um post sobre as camisetas que tem por aqui. Uma mais legal que a outra…

Inté, povo!

=**


Um post simples

Quarta-feira [ainda tem hífen?] fiz teste de direção, no Detran. Não passei. Deixei o carro morrer.

Cheguei em casa por volta das 12:00h. Estava começando o SPTV e a primeira notícia que me chamou a atenção foi de uma ciclista atropelada na Paulista. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o Laércio, um amigo ciclista: poderia ser ele.

Durante o dia vi notícias sobre o acidente, sobre o corpo que ficou 4 horas esperando o IML e sobre o trânsito congestionado devido à tudo isso.

Acho estranho falar de trânsito congestionado quando acontece um acidente desse tipo. A mulher morreu, meu. Não dá pra ter um pouquinho de respeito, pelo menos? É claro que a mídia precisa informar e tal… Mas fazer isso de 5 em 5 minutos chega a ser sádico, até.

Mais tarde, nesse mesmo dia, falei com esse amigo. A ciclista era amiga dele.

Novamente o pensamento de que poderia ter sido ele me veio à mente. Já perdi grandes amigos. E esse medo de perder as pessoas me segue.

Tentei pensar em alguma coisa para postar sobre a ciclista Márcia Regina de Andrade Prado. Mas não tinha idéia nenhuma. E ainda não tenho, para ser sincera. A única coisa da qual eu tenho certeza é que ela era corajosa.

Mas, ainda sem saber nada, não posso deixar de postar aqui a minha indignação. Cadê o 1,5m de distância de todo veículo deveria manter de um ciclista? E também a minha indignação à pérola do motorista do ônibus, que disse ter sua “consciência tranquila” pois “não teve culpa do acidente”.

Não consigo parar de pensar que poderia ser algum amigo. Ou meu marido. Ou qualquer cidadão de bem, que luta para um mundo melhor, um mundo menos poluído.

Juro que tive vontade de pegar uma bicicleta e sair no trânsito de São Paulo, para ver como é a realidade. Mas não tenho a coragem que Márcia teve. E tantos outros têm.

Um post simples. Muito a dizer, mas isto não cabe a mim.

Fica aqui meus sentimentos aos amigos e familiares.

Vá em paz, Márcia.


Inté, gente.

=**


Mudança de idéia!

Eu não pretendia comentar sobre o caso das enchentes de Santa Catarina mas essa notícia mudou minha idéia.

O senhor Daniel da Silva, agricultor, 58 anos, perdeu a casa durante as enchentes que ocorreram e ainda mais cinco membros da família morreram soterrados pela lama. Sendo assim, recebeu, entre as doações, um casaco de pele, ao qual não dera muita importância pois achou “muito fino” para um agricultor e fabricante de cachaça artesanal. Enquanto sua neta de cinco anos brincava com o casaco, que mais tarde seria repassado para outra família, ela encontrou 20 mil reais escondidos na manga do casaco.

Aí a gente pensa: “Nossa, que sorte, né? Chegou numa hora boa, achado não é roubado mesmo.”

RÁ! Engano seu.

O senhor Daniel foi atrás da família doadora e devolveu os 20 mil reais. SIIIM, depois de perder tudo, casa, roupas e até membros da família, ele “recusou” 20 mil reais.

Acho que não há muito a dizer depois disso.

Só a pensar: será que faríamos o mesmo?

notícia aqui: Agricultor de SC devolve 20 mil

fiquei sabendo aqui: AhTriNé!

É isso, pessoas!
Inté a próxima!

Beijos.


Indignada, definitivamente.

Vou contar aqui, pois fiquei indignada com o que me aconteceu ontem.

Como provavelmente vocês sabem, eu tive uma filha linda há 4 meses. Durante toda a gravidez eu me preparei para um parto normal. Sempre que me perguntavam [aliás, acho essa pergunta absurda] “Vai ser normal ou cesárea?” eu respondia: “Quero normal :D ”.

Dia 28/07 eu tinha consulta de pré-natal. Ao tentar ouvir os batimentos da bebê, minha ex-obstetra disse que, conseguia ouvir, mas não normalmente. Me perguntou se ela estava mexendo bastante. Eu disse que, naquele dia não tinha mexido muito… Estava mais quietinha.

Como eu tinha ficado muito tempo sem me alimentar, a médica mandou eu comer alguma coisa e ir para a maternidade, fazer um exame chamado Cardiotocografia. As enfermeiras fizeram o exame, os batimentos do bebê estavam normais e eu tinha 1cm de dilatação. Como estava tudo bem, me mandaram de volta para a casa. A obstetra disse que tentaria me consultar na sexta-feira [01/08] e, caso não conseguisse, me consultaria na própria maternidade, no sábado de manhã.

Dia 01º recebi uma ligação dizendo para eu ir à maternidade no sábado, dia 02/08 às 7 da manhã.

Sábado, fui feliz e contente, achando que seria só um exame e voltaria para a casa, arrumaria as últimas coisas e esperaria a bolsa romper ou ter contrações.

Ledo engano. Fui atendida [depois de mais ou menos 1 hora esperando] pelas enfermeiras. Fiz, novamente a cardiotocografia e, durante uma contração [bem levinha, aliás], a médica entrou na sala. Olhou os exames e disse: “Vamo lá?”.

Olhei com cara de assustada e perguntei: “Como assim? Agora?”

A resposta que eu tive não foi muito esclarecedora: “Sim. Durante as contrações [lembrem-se que as contrações eram superleves, nem dava para sentir] os batimentos do bebê sobem e descem muito rapidamente. Isso significa que OU o cordão está enrolado em algum membro, pescoço, bracinho, perninha… OU o cordão é muito curto. Tenho uma cesárea agora e você é a próxima.”

Perguntei se não era possível me colocar no soro, para tentar induzir um parto normal e ela disse: “Magina, você tá de 40 semanas, 1cm de dilatação e tem 17 anos, não vou te colocar no soro.”

Chamei meu marido e meu pai e foi uma correria. Pai veio em casa buscar a câmera, buscar a mala da bebê, a minha, avisar minha mãe e meus parentes que vinham visitar a barriga pela última vez… Enfim, correria.

Nessa correria toda, nem pensei que eu poderia bater o pé e pedir avaliação da junta médica.

Terça-feira [02/12], resolvi ligar para o hospital e pedir o prontuário para ver se realmente a cesárea foi necessária. Disseram que entre 6 e 10 dias úteis estaria tudo pronto.

Até aí, tudo bem…

Ontem, quarta-feira, recebi uma ligação, às 10 da manhã, da obstetra.

Ela disse que recebera uma ligação do hospital avisando do meu pedido do prontuário e queria saber o porquê. Fui franca. Disse que, por ter sido uma cesariana e eu não ter sido muito bem esclarecida, quis ver o prontuário. Num tom bem grosso, a médica me disse: “Como assim, não foi esclarecida? Eu expliquei o porquê para você, seu pai e seu namorado… Deixa eu falar com a sua mãe.”

Depois de mais ou menos uns 10 minutos no telefone, minha mãe desligou chorando, dizendo que eu não penso nas conseqüências dos meus atos e que a médica disse que “isso vai ter volta, vai ter reversão, não vai ficar barato…”, que “isso vai acarretar danos” pra ela e, novamente “terá volta”.

Que atitude mais anti-ética e medrosa. Fico imaginando qual o problema de eu querer ver o MEU prontuário e o prontuário da MINHA filha. Sempre tive comigo que quem não deve, não teme.

E não tinha motivo nenhum para ela ameaçar minha mãe e eu só por isso. A não ser, claro, que ela esteja errada.

Para não piorar a situação na minha casa, cancelei o pedido do prontuário. Mas em breve, o farei novamente.


Achei absurda a atitude dessa médica, a qual não vou citar o nome, pelo menos por enquanto.

Indignada mesmo.

Por isso, meninas e mulheres, deixem bem claro o tipo de parto que vocês querem, desde o começo do pré-natal. Tenham certeza de que esse médico é a favor do parto normal, se for o caso. E, se não for, mudem de médico. Não abdiquem dos seus valores só para qualquer um encher o bolso com sua grana.

A cesariana é, comprovadamente, muito mais arriscada que um parto normal. Têm certeza de que é melhor arriscar as suas vidas – e a dos seus filhos – só por “estética”? Por medo de uma episiotomia? [Aliás, os médicos que são, verdadeiramente, a favor do PN não são a favor da episiotomia, exceto casos de complicação, lógico.]

Pensem e escolham bem seus obstetras.

E, nova e definitivamente, estou indignada com essa médica que aparentava ser das mais qualificadas.


É, isso, pessoas.

Inté.

=**


Hipotireoidismo Congênito

Há quatro meses minha filha nasceu! Linda, perfeitinha e saudável!

Tudo lindo, perfeito [meio dolorido, pela cirurgia], eu tava superfeliz.

Com 48h foi feito o exame do pezinho, muito importante para detectar algumas doenças… Na saída da maternidade, me disseram que em 30 dias a APAE me enviaria o resultado do exame e, caso o resultado estivesse alterado, me ligariam antes. Mas nem me preocupei, afinal, nunca tinha visto nenhum exame do pezinho alterado. Depois de 1 semana em casa, me ligam da APAE, dizendo que eu precisava levar a Maria Alice fazer um exame de sangue, pois o exame tava com “algumas alterações.

A primeira coisa que me veio à mente foi Síndrome de Down. Embora eu tivesse feito o pré-natal exatamente como o recomendado e ela não tivesse nenhuma daquelas características das crianças portadoras da deficiência. Me segurei pra não chorar quando desliguei o telefone. Fiquei me culpando por não ter feito isso ou aquilo, por ter relaxado no fim da gravidez… Enfim, neurose total.

Com 12 dias, levei a pequena pra fazer o exame. Foi quando me explicaram que o exame do pezinho seve, entre outras coisas, pra detectar problemas de tireoide. Entre elas, o hipotireoidimo congênito.

Maria refez o exame e a doença foi confirmada. Maaaais neura na cabeça da mamãe de primeira viagem. Fiquei pensando que ela não ia se desenvolver como as outras crianças, que teria várias limitações e blablabla wischas sachê. Nada disso.

O hipotireoidismo é, sim, uma doença grave se não diagnosticado e tratado precocemente. Pode, sim, afetar o desenvolvimento da criança se não tratado corretamente. Mas não é um bicho de sete, oito, nove, trezentas cabeças. Geralmente se trata com PuranT4 [não lembro o nome exato, então to falando o nome comercial!

Mas só hoje eu percebi o quão boba foi a minha reação. Comecei a pensar "Poxa, mas tem tanta criança lá que tem hipo" e tralala que me toquei, ela não é a única no mundo e, além de seus exames estarem normalizados, está se desenvolvendo muito bem! Grita, quase senta, segura a mamadeira sozinha às vezes, dá risada... E está até maior que a maioria das crianças de 4 meses!


Se alguém ler isso aqui e tiver um filho, irmão, primo, filho da amiga da irmã da vizinha da tia da sobrinha que tenha sido diagnosticado, eu falo: Não se desesperem, não é o fim do mundo, medique a criança corretamente e seja feliz!

Hipotireoidismo não é o fim do mundo! ^_^



Inté, pessoas!

=**


[achei meu dever mostrar que hipo não interfere no desenvolvimento!]


Se a gente muda, o mundo muda com a gente

“Na última vez que eu tentei ser meiga falei: ‘Não tá vendo que agora eu sou meiga, porra?’” [Tati Bernardi]

Eu não sou meiga, não tenho cara nem jeito de princesinha, não sou magrela, não sou fofa, não sou loira nem tenho olhos azuis.

Quando eu to brava, eu brigo. Quando eu to triste, eu choro. Quando eu to irritada, eu falo mermo!

E, não, eu NÃO tento ser diferente. Não vou criar para os outros uma Aline que não existe.

Só pra gostarem mais de mim? Dispenso.

Se for pra gostar de mim, goste assim… Baixinha, de óculos nem sempre, ruiva, mal humorada pela manhã e extremamente elétrica de madrugada. Essa sou eu.

“Foda”, “porra” e “caralho” fazem parte do meu vocabulário. E não acho que essas palavras definam meu caráter.

Não é fácil levantar a cabeça diante dos olhares que me reprovam por ser mãe adolescente, por não ter terminado nem o colegial, por ainda viver com os pais… Não é fácil levantar a cabeça diante dos MEUS olhares reprovadores diante do espelho, que há 7 anos só diz “gorda, gorda, gorda”. Não é fácil levantar a cabeça pra dizer que eu sou, sim, uma maníaca-compulsiva, bulímica, depressiva e ciumenta… Mas eu sou.

Sou tudo isso. E preciso aceitar. Mudar o que não tá bom, levantar a cabeça e mandar o resto pra puta que pariu.

Por muito tempo eu achei que as pessoas que eu, admito, admiro eram perfeitas. Há alguns dias eu descobri que não. E, além de imperfeitas, talvez sejam parecidas comigo.

Talvez esse seja um post de auto-aceitação. Um tapa na cara da Aline, pra ela acordar. Levantar a cabeça e melhorar tudo que tá uma merda.

Porque a palavra “merda” não define meu caráter mas me acomodar-me, sim, define.

Não espero que ninguém goste, nem espero ter milhões de comentários. A expectativa, a partir de agora, é me surpreender, mudar e melhorar.

Fodam-se os outros. Sentada eu não vou ficar… [rááá, eu sou uma rapper!]

É isso, pessoas!

Inté a próxima.

=***