Meu maior sonho era ser mãe. Desde sempre. Quando eu tinha meus dois, três anos, a brincadeira da qual eu mais gostava, além de atormentar a cachorra, era “mamãe-filhinha”. Lembro que eu babava na neném da vizinha, a Letícia. Lembro que eu cuidava das bonecas enquanto todas as minhas primas brincavam de pique-esconde.
Eu SEMPRE quis ser mãe.
Em 2005 arranjei meu primeiro namorado oficial. De almoçar em família aos domingos e ir à missa junto [rs]! Mas algo me dizia que ele não seria o pai dos meus filhos. Talvez o medo incontrolável que ele tenha de ser pai.
Namorei por 2 anos e só tocamos nesse assunto duas vezes. E nas duas vezes brigamos feio.
Vim pra São Paulo, arranjei namorado, fiquei noiva… E, há quase 1 ano descobri que estava grávida. Foi o maior susto que eu já levei. Não sabia qual seria a reação dos meus pais, dos meus sogros. Não sabia se eu seria capaz de dar conta de uma criança… Quase perdi o chão. Mas tive apoio, muito apoio.
Ser mãe não é fácil. Principalmente quando se tem 18 anos. Chorei muito quando senti o preconceito na pele. Eu estava no shopping, grávida de 8 meses. Uma mulher olhou pra minha barriga e comentou, alto e claro som “Que futuro terá essa criança, tsc tsc”.
Hoje eu nem ligo mais. Sou mãe adolescente, sim. Não é minha idade que vai me impedir de ser uma boa mãe.
Se eu me precipitei? Lógico. Se eu esperaria mais? Com certeza. Se é difícil? Muito.
Mas cada sorrisinho safado dela me deixa feito manteiga! E eu arranjo forças pra continuar e batalhar por uma vida melhor pra nós duas.
Eu não sou mais a mesma Aline há 1ano. Meu corpo mudou e, principalmente, minha forma de ver o mundo. Minhas prioridades e meus sonhos mudaram… E hoje, vivendo tudo o que eu vivo, eu tenho certeza: Eu sempre quis ser mãe e não há nada melhor que isso!
Inté, pessoar. o/



