Se a gente muda, o mundo muda com a gente

“Na última vez que eu tentei ser meiga falei: ‘Não tá vendo que agora eu sou meiga, porra?’” [Tati Bernardi]

Eu não sou meiga, não tenho cara nem jeito de princesinha, não sou magrela, não sou fofa, não sou loira nem tenho olhos azuis.

Quando eu to brava, eu brigo. Quando eu to triste, eu choro. Quando eu to irritada, eu falo mermo!

E, não, eu NÃO tento ser diferente. Não vou criar para os outros uma Aline que não existe.

Só pra gostarem mais de mim? Dispenso.

Se for pra gostar de mim, goste assim… Baixinha, de óculos nem sempre, ruiva, mal humorada pela manhã e extremamente elétrica de madrugada. Essa sou eu.

“Foda”, “porra” e “caralho” fazem parte do meu vocabulário. E não acho que essas palavras definam meu caráter.

Não é fácil levantar a cabeça diante dos olhares que me reprovam por ser mãe adolescente, por não ter terminado nem o colegial, por ainda viver com os pais… Não é fácil levantar a cabeça diante dos MEUS olhares reprovadores diante do espelho, que há 7 anos só diz “gorda, gorda, gorda”. Não é fácil levantar a cabeça pra dizer que eu sou, sim, uma maníaca-compulsiva, bulímica, depressiva e ciumenta… Mas eu sou.

Sou tudo isso. E preciso aceitar. Mudar o que não tá bom, levantar a cabeça e mandar o resto pra puta que pariu.

Por muito tempo eu achei que as pessoas que eu, admito, admiro eram perfeitas. Há alguns dias eu descobri que não. E, além de imperfeitas, talvez sejam parecidas comigo.

Talvez esse seja um post de auto-aceitação. Um tapa na cara da Aline, pra ela acordar. Levantar a cabeça e melhorar tudo que tá uma merda.

Porque a palavra “merda” não define meu caráter mas acomodar-me, sim, define.

Não espero que ninguém goste, nem espero ter milhões de comentários. A expectativa, a partir de agora, é me surpreender, mudar e melhorar.

Fodam-se os outros. Sentada eu não vou ficar… [rááá, eu sou uma rapper!]

É isso, pessoas!

Inté a próxima.

=***


Crianças pilhadas

Conversando com a Ivi, ela me contou que o Luquinha mastigou uma pilha hoje…
Me lembrei que eu, quando tinha dois anos, engoli uma bateria de relógio, quase duas!

Minha avó, muito legal, foi viajar e, na volta, me trouxe um brinquedinho que funcionava com duas baterias de relógio! Era domingo à tarde, passava algum jogo de futebol na televisão e minha mãe estava ocupada arrumando a casa zoneada com os afazeres domésticos!

Então ela pediu ao meu pai que ficasse de olho em mim, pra que eu não aprontasse nada! Ahh, que ilusão!

Se meu pai não estava vendo o jogo, deveria estar dormindo…

Só sei que eu, curiosa que era, quebrei abri o brinquedo e tirei as baterias!

“Nooooxaaa, qui legal… essa coisinha redonda bilha!!!” isso não é um emo falando, eu tinha apenas dois anos!

E coloquei na boca pra saber que gosto tinha… Um gosto metálico, diferente… glup, engoli!

Foi então que meu pai olhou e perguntou: “Cadê a bateria, Aline?”

E eu apontava pra minha boca! Tinha engolido uma e a outra ainda estava na boca!

Fomos correndo para o médico [pleno domingo à noite, faciiim de achar médico =P]

No fim, tudo se resolveu!

E, Ivi, não se preocupe… Logo o Luquinha vai resolver atormentar a cachorra e suas preocupações serão outras!!

xD


Beijo, pessoas!


A vergonha do brasileiro

“Poderia ser apenas mais uma manhã tranquila em que jovens se divertiam
com atividades escolares, mas o destino de duas, em particular, iria
mudar radicalmente com a inserção de um, como dizem os
“tão preparados” policiais, ELEMENTO DE ALTA
PERICULOSIDADE. Poderia ser mais uma manhã tranquila em que os
adolescentes desprenderiam juventude, alegria e dedicação,
mas foi interrompida por um , como dizem os “tão preparados”
policiais, MELIANTE.

Poderia ser mais uma semana tranquila para todos que assistiam ao triste
episódio e, de alguma forma, tentavam assistir às duas
meninas. Tudo em vão.

O que foi visto foi um ato de covardia associado a uma sucessão de
erros infantis cometidos pela “tão preparada” polícia. Foi uma atuação digna de filme, mas filme de “Os Trapalhões”, a qual só me faltou escutar a
música-tema.

Que atuação patética!!! Que excesso de imbecilidade.

Na sexta-feira estava em uma clínica pediátrica e comentei
da vergonha que era a polícia brasileira, um senhor ao meu
lado “torceu a cara”, acho que era militar aposentado e disse que
a polícia não podia fazer nada e que era assim mesmo.
Pois é, a polícia não podia fazer nada mesmo,
pois não sabia o que fazer, pois não tinha competência
para estar diante de uma situação como aquela.

Agora à pouco, vi a reportagem em que o coronel responsável pela
operação, dizia que colocaria seu filho no lugar da
segunda menina, a que voltou ao apartamento, se fosse preciso. PELO
AMOR DE DEUS, que pai, profissional, ser humano é esse que diz
uma verdadeira sandice, um absurdo sem tamanho como este. E o Capitão ainda diz que quem errou foi o sequestrador e não a polícia.

É preciso chegar a uma situação como esta para que a
população veja como estamos a mercê de uma
polícia ineficiente, infantil e desorganizada.

VAMOS LUTAR POR SEGURANÇA, mas segurança com responsabilidade
e atuação.

Por isso faço das palavras do brasileiro e instrutor da SWAT, que deu
sua avaliação sobre os acontecimentos recentes: “TENHO
VERGONHA DE SER BRASILEIRO”

André Luís Beserra Galvão
Professor Assistente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), campus Arapiraca

Achei esse texto no Orkut de Bêbado e fiquei pensando… Até quando o brasileiro vai se envergonhar?
Não temos políticos honestos [mas qual país tem?], nossa polícia não faz nada além de ficar rodando com as viaturas e tirando vantagem. Nem nossos religiosos merecem algum crédito, afinal, com tanto padre pedófilo, pastor que rouba fiel… O Brasil tá ruim mesmo.

Será?
Não sei… Ainda tenho fé no Brasil e muito orgulho de ser brasileira. Aí alguém vem me dizer: “Claro, sua realidade é diferente, você mora num lugar legal tem tudo o que quer e blablabla…”

Mas se hoje eu vivo num “mundinho cor-de-rosa com glitter e purpurina”, ontem minha família e eu passamos muitas dificuldades. Já morei em casa de 3 cômodos, já morei na casa da minha avó, já estudei em escola do estado…

E, ainda assim, como eu disse, tenho fé no Brasil e orgulho de ser brasileira.

Em 2004, tive um professor que foi despedido porque o acusaram de xenofobia. NÃO. Ele não é xenofóbico, ele tem orgulho de ser brasileiro e não fica glorificando os EUA ou qualquer outro país.
O professor e eu somos dois brasileiros raros atualmente. Somos brasileiros orgulhosos, brasileiros que se sabem o Hino Nacional completo, brasileiros que se emocionam com o mesmo… Brasileiros que preferem um artigo nacional à qualquer outro produto importado.

A situação tá ruim? Tá, sim… Tá péssima. Mas pode – e VAI mudar. Não dá pra mudar a mentalidade das pessoas da noite pro dia. Infelizmente.
O problema, como disse meu professor uma vez, é esse. A mentalidade das pessoas. O comodismo.

Esse texto não é sobre a Eloá, nem sobre a Nayara, nem sobre o Lindemberg [continuo achando que ele só é assim devido a um trauma de infância por ter esse nome, jizuize... LINDEMBERG?]. Esse texto é sobre a vergonha que o brasileiro tem. Sobre a mentalidade do brasileiro, sobre o comodismo e sobre a preguiça do brasileiro.


É isso.

Sinceramente, fiquei indignada com o texto do professor André Luis. E taí, enquanto nossos educadores pensarem assim, infelizmente o Brasil não vai mudar muito.


E que fique claro, essa é minha opinião. Fique à vontade para discordar, aí nos comentários!


Hasta, pessoas!

=**