Campus Party 2009

Agora que tem internet aqui aonde eu to, posso falar sobre o evento. =)

1º dia

Cheguei ontem por volta das 13:30h. Fila de entrada rápida. Pegar crachá? Não, vai pra fila de pendências [isso que dá ficar brincando com a foto um dia antes do evento.]. Pega pulseirinha, cadastra o computador, acha lugar, troca de lugar, liga tudo e… Opa, cadê a net? Não tem net nessa bancada. ¬¬

De repente, o meu computador desliga sozinho. Ahh, tá de sacanagem, né? Problema de energia TAMBÉM? Sim.

Primeiro dia trash. Cansei de ficar esperando a net voltar e fui ver meu crachá, já que disseram que estaria pronto às 16:00h. Chego lá. “Volta depois, querida… Estamos sem internet. Volta às 17h”

Tá, né. Fazer o quê? Então, vamos ver a Área Expo. =) NOT. Estava fechada. ¬¬ Praça de alimentação, come comida cara e voltar pra pegar o crachá.

Crachá = fila. Cheguei lá pra pegar às 17h. Saí da fila às 20h. Dor no pé, nas costas e cansada.

No fim, voltei pra casa. Lá tinha net, pelo menos.


2º dia

Chegamos já sem net, mas isso foi resolvido logo. =)

Apesar de uns problemas pessoais, tá tudo ótimo, fora a dor no pé que eu torci… O frio [que já passou, graças ao @RogerVargas =)] e à fome.

Logo eu faço um post sobre as camisetas que tem por aqui. Uma mais legal que a outra…

Inté, povo!

=**


Um post simples

Quarta-feira [ainda tem hífen?] fiz teste de direção, no Detran. Não passei. Deixei o carro morrer.

Cheguei em casa por volta das 12:00h. Estava começando o SPTV e a primeira notícia que me chamou a atenção foi de uma ciclista atropelada na Paulista. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o Laércio, um amigo ciclista: poderia ser ele.

Durante o dia vi notícias sobre o acidente, sobre o corpo que ficou 4 horas esperando o IML e sobre o trânsito congestionado devido à tudo isso.

Acho estranho falar de trânsito congestionado quando acontece um acidente desse tipo. A mulher morreu, meu. Não dá pra ter um pouquinho de respeito, pelo menos? É claro que a mídia precisa informar e tal… Mas fazer isso de 5 em 5 minutos chega a ser sádico, até.

Mais tarde, nesse mesmo dia, falei com esse amigo. A ciclista era amiga dele.

Novamente o pensamento de que poderia ter sido ele me veio à mente. Já perdi grandes amigos. E esse medo de perder as pessoas me segue.

Tentei pensar em alguma coisa para postar sobre a ciclista Márcia Regina de Andrade Prado. Mas não tinha idéia nenhuma. E ainda não tenho, para ser sincera. A única coisa da qual eu tenho certeza é que ela era corajosa.

Mas, ainda sem saber nada, não posso deixar de postar aqui a minha indignação. Cadê o 1,5m de distância de todo veículo deveria manter de um ciclista? E também a minha indignação à pérola do motorista do ônibus, que disse ter sua “consciência tranquila” pois “não teve culpa do acidente”.

Não consigo parar de pensar que poderia ser algum amigo. Ou meu marido. Ou qualquer cidadão de bem, que luta para um mundo melhor, um mundo menos poluído.

Juro que tive vontade de pegar uma bicicleta e sair no trânsito de São Paulo, para ver como é a realidade. Mas não tenho a coragem que Márcia teve. E tantos outros têm.

Um post simples. Muito a dizer, mas isto não cabe a mim.

Fica aqui meus sentimentos aos amigos e familiares.

Vá em paz, Márcia.


Inté, gente.

=**