Quando Maria Alice não quis mamar…

Lendo esse post da Lu Terceiro, lembrei de quando Maria Alice deixou o leite materno, que já quase nem existia.

Eu tive muita dificuldade em amamentar, desde o começo.

Aquela saga que a maioria das mães conhecem: bico racha, leite empedra [ou quase, como foi meu caso], bico sangra, mãe chora de dor, neném chora de fome, mãe chora por ver neném chorando de fome. E por aí vai…

A diferença, no meu caso, é que quando Maria Alice estava com mais ou menos 1 semana de vida eu tive a [sarcasmo mode on] brilhante ideia [sarcasmo mode off] de tirar leite com a bomba manual, já que eu estava pegando trauma de amamentar, de tanta dor que sentia.

Com a bomba manual doía menos, saía um montão de leite, Maria Alice mamava e tava tudo bem.

E fui intercalando, passando Mater Care e dando o peito pra filhota esfomeada.

Lá pela 2ª semana de vida da princesa eu já sentia muito menos dor, ainda tinha muito leite [que vez ou outra ameaçava empedrar], mas Maria ainda chorava de fome.

Seria o meu, JUSTO O MEU leite fraco? Não, né, gente.

Levei Maria Alice ao pediatra pela primeira vez e comentei que ela mamava e ainda chorava, um choro que não parecia cólica nem nada.

Ele receitou o NAN, 30ml após cada mamada, pra ela. E Chá Weleda da Mamãe + Plasil, pra mim.

Eu ainda tinha leite, muito leite… Não entendi o Plasil, mas tomei, né…

E dei o NAN HA pra Maria Alice, um absurdo o preço daquele negócio.

Consegui amamentar até os 3 meses, forçando a barra.

Com 3 meses, Maria Alice não queria mais o leite da mamãe – que àquela altura já era pouco, por causa da mamadeira desde os 18 dias de vida.

Chorei escondida quando ela deixou de mamar. Era o único vínculo que tinhamos e ninguém podia tirar… Trocar fraldas qualquer um troca, dar banho, fazer dormir. Mas amamentar era só eu, ninguém mais podia fazer. Foi triste e difícil pra mim, mesmo que às vezes a mamadeira traga certa praticidade.

De madrugada, por exemplo, não tiro Maria do berço pra mamar. Ela mama ali mesmo. Mas pra sair é um sufoco. Esquenta água daqui, separa leite dali, cuidado pra não virar a mamadeira, cuidado pra não misturar a quantidade de leite dos potinhos… Um saco. rsrs

Minha princesa é preguiçosa, ainda não segura a mamadeira sozinha. E eu nem quero que o faça…

Acho que, apesar de não ser tudo o que um bebê precisa, a amamentação – mesmo que com leite artificial – é um gesto de amor.

E o que me conforta depois de uma cesárea desnecessária e uma amamentação mal orientada, é que minha filha está grande, saudável, esperta e serelepe.


Para as mamães que não querem passar pelo que eu passei, existem grupos virtuais de amamentação, como o Amigas do Peito. Fikdik!

É isso, pessoas!

Beijo, beijo. =)

Inté!


1 Comentário
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Não coloque na cabeça que sua filha não quis mais mamar no peito pq mamou na mamadeira desde os 18 dias – isso é bobagem. Meu filho nasceu prematuro de 6 meses e mamou primeiro na mamadeira (com bico grande, enorme, ele não podia perder peso mamando)e depois passou pro peito. Eu não tinha muito leite (o stress no nascimento dele foi brutal) então só amamentei 3 meses, sempre alternando mamadeira e peito (eu tinha pouco leite) e não havia o menor problema. Tenha certeza: mamar no peito para a criança é muito mais prazeroso do que na mamadeira…
Quanto ao Plasil, o efeito colateral dele é dar mais leite, por isso os médicos recomendam.

Beijos,

Flavia

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