Hipotireoidismo Congênito

Há quatro meses minha filha nasceu! Linda, perfeitinha e saudável!

Tudo lindo, perfeito [meio dolorido, pela cirurgia], eu tava superfeliz.

Com 48h foi feito o exame do pezinho, muito importante para detectar algumas doenças… Na saída da maternidade, me disseram que em 30 dias a APAE me enviaria o resultado do exame e, caso o resultado estivesse alterado, me ligariam antes. Mas nem me preocupei, afinal, nunca tinha visto nenhum exame do pezinho alterado. Depois de 1 semana em casa, me ligam da APAE, dizendo que eu precisava levar a Maria Alice fazer um exame de sangue, pois o exame tava com “algumas alterações.

A primeira coisa que me veio à mente foi Síndrome de Down. Embora eu tivesse feito o pré-natal exatamente como o recomendado e ela não tivesse nenhuma daquelas características das crianças portadoras da deficiência. Me segurei pra não chorar quando desliguei o telefone. Fiquei me culpando por não ter feito isso ou aquilo, por ter relaxado no fim da gravidez… Enfim, neurose total.

Com 12 dias, levei a pequena pra fazer o exame. Foi quando me explicaram que o exame do pezinho seve, entre outras coisas, pra detectar problemas de tireoide. Entre elas, o hipotireoidimo congênito.

Maria refez o exame e a doença foi confirmada. Maaaais neura na cabeça da mamãe de primeira viagem. Fiquei pensando que ela não ia se desenvolver como as outras crianças, que teria várias limitações e blablabla wischas sachê. Nada disso.

O hipotireoidismo é, sim, uma doença grave se não diagnosticado e tratado precocemente. Pode, sim, afetar o desenvolvimento da criança se não tratado corretamente. Mas não é um bicho de sete, oito, nove, trezentas cabeças. Geralmente se trata com PuranT4 [não lembro o nome exato, então to falando o nome comercial!

Mas só hoje eu percebi o quão boba foi a minha reação. Comecei a pensar "Poxa, mas tem tanta criança lá que tem hipo" e tralala que me toquei, ela não é a única no mundo e, além de seus exames estarem normalizados, está se desenvolvendo muito bem! Grita, quase senta, segura a mamadeira sozinha às vezes, dá risada... E está até maior que a maioria das crianças de 4 meses!


Se alguém ler isso aqui e tiver um filho, irmão, primo, filho da amiga da irmã da vizinha da tia da sobrinha que tenha sido diagnosticado, eu falo: Não se desesperem, não é o fim do mundo, medique a criança corretamente e seja feliz!

Hipotireoidismo não é o fim do mundo! ^_^



Inté, pessoas!

=**


[achei meu dever mostrar que hipo não interfere no desenvolvimento!]


Crianças pilhadas

Conversando com a Ivi, ela me contou que o Luquinha mastigou uma pilha hoje…
Me lembrei que eu, quando tinha dois anos, engoli uma bateria de relógio, quase duas!

Minha avó, muito legal, foi viajar e, na volta, me trouxe um brinquedinho que funcionava com duas baterias de relógio! Era domingo à tarde, passava algum jogo de futebol na televisão e minha mãe estava ocupada arrumando a casa zoneada com os afazeres domésticos!

Então ela pediu ao meu pai que ficasse de olho em mim, pra que eu não aprontasse nada! Ahh, que ilusão!

Se meu pai não estava vendo o jogo, deveria estar dormindo…

Só sei que eu, curiosa que era, quebrei abri o brinquedo e tirei as baterias!

“Nooooxaaa, qui legal… essa coisinha redonda bilha!!!” isso não é um emo falando, eu tinha apenas dois anos!

E coloquei na boca pra saber que gosto tinha… Um gosto metálico, diferente… glup, engoli!

Foi então que meu pai olhou e perguntou: “Cadê a bateria, Aline?”

E eu apontava pra minha boca! Tinha engolido uma e a outra ainda estava na boca!

Fomos correndo para o médico [pleno domingo à noite, faciiim de achar médico =P]

No fim, tudo se resolveu!

E, Ivi, não se preocupe… Logo o Luquinha vai resolver atormentar a cachorra e suas preocupações serão outras!!

xD


Beijo, pessoas!


She was just sixteen…

Meu maior sonho era ser mãe. Desde sempre. Quando eu tinha meus dois, três anos, a brincadeira da qual eu mais gostava, além de atormentar a cachorra, era “mamãe-filhinha”. Lembro que eu babava na neném da vizinha, a Letícia. Lembro que eu cuidava das bonecas enquanto todas as minhas primas brincavam de pique-esconde.

Eu SEMPRE quis ser mãe.

Em 2005 arranjei meu primeiro namorado oficial. De almoçar em família aos domingos e ir à missa junto [rs]! Mas algo me dizia que ele não seria o pai dos meus filhos. Talvez o medo incontrolável que ele tenha de ser pai.

Namorei por 2 anos e só tocamos nesse assunto duas vezes. E nas duas vezes brigamos feio.

Vim pra São Paulo, arranjei namorado, fiquei noiva… E, há quase 1 ano descobri que estava grávida. Foi o maior susto que eu já levei. Não sabia qual seria a reação dos meus pais, dos meus sogros. Não sabia se eu seria capaz de dar conta de uma criança… Quase perdi o chão. Mas tive apoio, muito apoio.

Ser mãe não é fácil. Principalmente quando se tem 18 anos. Chorei muito quando senti o preconceito na pele. Eu estava no shopping, grávida de 8 meses. Uma mulher olhou pra minha barriga e comentou, alto e claro som “Que futuro terá essa criança, tsc tsc”.

Hoje eu nem ligo mais. Sou mãe adolescente, sim. Não é minha idade que vai me impedir de ser uma boa mãe.

Se eu me precipitei? Lógico. Se eu esperaria mais? Com certeza. Se é difícil? Muito.

Mas cada sorrisinho safado dela me deixa feito manteiga! E eu arranjo forças pra continuar e batalhar por uma vida melhor pra nós duas.

Eu não sou mais a mesma Aline há 1ano. Meu corpo mudou e, principalmente, minha forma de ver o mundo. Minhas prioridades e meus sonhos mudaram… E hoje, vivendo tudo o que eu vivo, eu tenho certeza: Eu sempre quis ser mãe e não há nada melhor que isso!


Inté, pessoar. o/


Criança endiabrada e cachorrinha irritada

Acho que a primeira lembrança que tenho da minha infância é de uma mordida que levei da minha saudosa cachorrinha, a Tita!

Uns dias depois do meu aniversário de 2 [ou 3 anos], eu estava brincancando com a cadelinha quando tive uma brilhante idéia: “Vou pegar o microfone que eu ganhei!”. Era um microfone que emitia sons de vários instrumentos…

Lá fui, feliz e contente pegar o brinquedinho! Com ele em mãos, fui me divertir. Aperta botão, puxa cabinho… Vamos ver o que a Tita faz??? A essa altura é bom ressaltar que minha mãe estava no banho.

Então, apertei o botão e encostei a coisa barulhenta no ouvido da cachorra! Ela rosnou. Tirei.

Apertei novamente e encostei. Ela latiu. Eu lati de volta.

[teletubbies]De novo, de novo!!!![/teletubbies]

Apertei, encostei, ela me deu um bote mas não mordeu.

Na última tentativa a cadela se irritou, lógico. Irritada, com seus dentinhos brancos e afiados, me mordeu… Mas de levinho. Aline, chata que sou, não deixei barato. Mordi a pobre coitada, que então se irritou mais ainda e me mordeu na bochecha.

E o pior é que minha mãe, que ainda estava no banho, não acreditava que eu tinha sido mordida. Minha cicatriz está aqui, até hoje! E depois disso eu nunca mais brinquei com o tal do microfoninho porque toda vez que eu pegava o brinquedo, a cadela vinha pra cima de mim, querendo morder… =P

Sem contar a bateria de relógio que eu engoli, o passeio com a minha pastor alemão, a árvore que não saiu da minha frente… Mas isso é pra outra hora. ^_^

Inté, pessoar!

[post do Dia das Crianças na Blogosfera atrasado!]