Sobre ser mãe.

Oo

Faz tanto tempo que não posto nada aqui. Nem um ‘oizinho’ sequer… Não que muita gente estivesse sentindo a falta, mas enfim…

Participo de uma comunidade de mães adolescentes, no orkut [sim, viciada em orkut. =)], e uma das meninas postou por lá que, às vezes, fica pensando em como seria sua vida se não tivesse engravidado… Que vê as amigas de antigamente indo pra balada, fazendo isso ou aquilo… E ela com uma responsabilidade enorme, que é a filha.

Eu mesma já pensei milhares de vezes em como seria minha vida sem minha pequena… Aonde eu estaria, o que estaria fazendo, com quem… enfim. Acho que toda mãe, seja ela adolescente ou não, já pensou algo desse tipo.

Talvez seja mais doloroso, por assim dizer, pras mães adolescentes, já que abdicamos de muitas coisas e temos que amadurecer tão rapidamente, pra poder dar conta de um filho e tudo o que isso implica.

Pensar em como seria não é crime, não é pecado e nem motivo pra sentir-se mal. É natural.

Tão natural como o homem ou a mulher que, às vezes, pensa em como seria se estivesse com aquele ex namorado/a, ao invés do atual.

Não significa que deixamos de amar quem está conosco ou que nos arrependemos de ter terminado aquele relacionamento. É curiosidade, nada além disso. [Embora, claro, existam exceções... mas elas não vem ao caso. ^^]


Escrevi demais já, pra quem não escrevia há tanto tempo. ^^


É isso, pessoas!

Beijo =*


Quando Maria Alice não quis mamar…

Lendo esse post da Lu Terceiro, lembrei de quando Maria Alice deixou o leite materno, que já quase nem existia.

Eu tive muita dificuldade em amamentar, desde o começo.

Aquela saga que a maioria das mães conhecem: bico racha, leite empedra [ou quase, como foi meu caso], bico sangra, mãe chora de dor, neném chora de fome, mãe chora por ver neném chorando de fome. E por aí vai…

A diferença, no meu caso, é que quando Maria Alice estava com mais ou menos 1 semana de vida eu tive a [sarcasmo mode on] brilhante ideia [sarcasmo mode off] de tirar leite com a bomba manual, já que eu estava pegando trauma de amamentar, de tanta dor que sentia.

Com a bomba manual doía menos, saía um montão de leite, Maria Alice mamava e tava tudo bem.

E fui intercalando, passando Mater Care e dando o peito pra filhota esfomeada.

Lá pela 2ª semana de vida da princesa eu já sentia muito menos dor, ainda tinha muito leite [que vez ou outra ameaçava empedrar], mas Maria ainda chorava de fome.

Seria o meu, JUSTO O MEU leite fraco? Não, né, gente.

Levei Maria Alice ao pediatra pela primeira vez e comentei que ela mamava e ainda chorava, um choro que não parecia cólica nem nada.

Ele receitou o NAN, 30ml após cada mamada, pra ela. E Chá Weleda da Mamãe + Plasil, pra mim.

Eu ainda tinha leite, muito leite… Não entendi o Plasil, mas tomei, né…

E dei o NAN HA pra Maria Alice, um absurdo o preço daquele negócio.

Consegui amamentar até os 3 meses, forçando a barra.

Com 3 meses, Maria Alice não queria mais o leite da mamãe – que àquela altura já era pouco, por causa da mamadeira desde os 18 dias de vida.

Chorei escondida quando ela deixou de mamar. Era o único vínculo que tinhamos e ninguém podia tirar… Trocar fraldas qualquer um troca, dar banho, fazer dormir. Mas amamentar era só eu, ninguém mais podia fazer. Foi triste e difícil pra mim, mesmo que às vezes a mamadeira traga certa praticidade.

De madrugada, por exemplo, não tiro Maria do berço pra mamar. Ela mama ali mesmo. Mas pra sair é um sufoco. Esquenta água daqui, separa leite dali, cuidado pra não virar a mamadeira, cuidado pra não misturar a quantidade de leite dos potinhos… Um saco. rsrs

Minha princesa é preguiçosa, ainda não segura a mamadeira sozinha. E eu nem quero que o faça…

Acho que, apesar de não ser tudo o que um bebê precisa, a amamentação – mesmo que com leite artificial – é um gesto de amor.

E o que me conforta depois de uma cesárea desnecessária e uma amamentação mal orientada, é que minha filha está grande, saudável, esperta e serelepe.


Para as mamães que não querem passar pelo que eu passei, existem grupos virtuais de amamentação, como o Amigas do Peito. Fikdik!

É isso, pessoas!

Beijo, beijo. =)

Inté!


Indignada, definitivamente.

Vou contar aqui, pois fiquei indignada com o que me aconteceu ontem.

Como provavelmente vocês sabem, eu tive uma filha linda há 4 meses. Durante toda a gravidez eu me preparei para um parto normal. Sempre que me perguntavam [aliás, acho essa pergunta absurda] “Vai ser normal ou cesárea?” eu respondia: “Quero normal :D ”.

Dia 28/07 eu tinha consulta de pré-natal. Ao tentar ouvir os batimentos da bebê, minha ex-obstetra disse que, conseguia ouvir, mas não normalmente. Me perguntou se ela estava mexendo bastante. Eu disse que, naquele dia não tinha mexido muito… Estava mais quietinha.

Como eu tinha ficado muito tempo sem me alimentar, a médica mandou eu comer alguma coisa e ir para a maternidade, fazer um exame chamado Cardiotocografia. As enfermeiras fizeram o exame, os batimentos do bebê estavam normais e eu tinha 1cm de dilatação. Como estava tudo bem, me mandaram de volta para a casa. A obstetra disse que tentaria me consultar na sexta-feira [01/08] e, caso não conseguisse, me consultaria na própria maternidade, no sábado de manhã.

Dia 01º recebi uma ligação dizendo para eu ir à maternidade no sábado, dia 02/08 às 7 da manhã.

Sábado, fui feliz e contente, achando que seria só um exame e voltaria para a casa, arrumaria as últimas coisas e esperaria a bolsa romper ou ter contrações.

Ledo engano. Fui atendida [depois de mais ou menos 1 hora esperando] pelas enfermeiras. Fiz, novamente a cardiotocografia e, durante uma contração [bem levinha, aliás], a médica entrou na sala. Olhou os exames e disse: “Vamo lá?”.

Olhei com cara de assustada e perguntei: “Como assim? Agora?”

A resposta que eu tive não foi muito esclarecedora: “Sim. Durante as contrações [lembrem-se que as contrações eram superleves, nem dava para sentir] os batimentos do bebê sobem e descem muito rapidamente. Isso significa que OU o cordão está enrolado em algum membro, pescoço, bracinho, perninha… OU o cordão é muito curto. Tenho uma cesárea agora e você é a próxima.”

Perguntei se não era possível me colocar no soro, para tentar induzir um parto normal e ela disse: “Magina, você tá de 40 semanas, 1cm de dilatação e tem 17 anos, não vou te colocar no soro.”

Chamei meu marido e meu pai e foi uma correria. Pai veio em casa buscar a câmera, buscar a mala da bebê, a minha, avisar minha mãe e meus parentes que vinham visitar a barriga pela última vez… Enfim, correria.

Nessa correria toda, nem pensei que eu poderia bater o pé e pedir avaliação da junta médica.

Terça-feira [02/12], resolvi ligar para o hospital e pedir o prontuário para ver se realmente a cesárea foi necessária. Disseram que entre 6 e 10 dias úteis estaria tudo pronto.

Até aí, tudo bem…

Ontem, quarta-feira, recebi uma ligação, às 10 da manhã, da obstetra.

Ela disse que recebera uma ligação do hospital avisando do meu pedido do prontuário e queria saber o porquê. Fui franca. Disse que, por ter sido uma cesariana e eu não ter sido muito bem esclarecida, quis ver o prontuário. Num tom bem grosso, a médica me disse: “Como assim, não foi esclarecida? Eu expliquei o porquê para você, seu pai e seu namorado… Deixa eu falar com a sua mãe.”

Depois de mais ou menos uns 10 minutos no telefone, minha mãe desligou chorando, dizendo que eu não penso nas conseqüências dos meus atos e que a médica disse que “isso vai ter volta, vai ter reversão, não vai ficar barato…”, que “isso vai acarretar danos” pra ela e, novamente “terá volta”.

Que atitude mais anti-ética e medrosa. Fico imaginando qual o problema de eu querer ver o MEU prontuário e o prontuário da MINHA filha. Sempre tive comigo que quem não deve, não teme.

E não tinha motivo nenhum para ela ameaçar minha mãe e eu só por isso. A não ser, claro, que ela esteja errada.

Para não piorar a situação na minha casa, cancelei o pedido do prontuário. Mas em breve, o farei novamente.


Achei absurda a atitude dessa médica, a qual não vou citar o nome, pelo menos por enquanto.

Indignada mesmo.

Por isso, meninas e mulheres, deixem bem claro o tipo de parto que vocês querem, desde o começo do pré-natal. Tenham certeza de que esse médico é a favor do parto normal, se for o caso. E, se não for, mudem de médico. Não abdiquem dos seus valores só para qualquer um encher o bolso com sua grana.

A cesariana é, comprovadamente, muito mais arriscada que um parto normal. Têm certeza de que é melhor arriscar as suas vidas – e a dos seus filhos – só por “estética”? Por medo de uma episiotomia? [Aliás, os médicos que são, verdadeiramente, a favor do PN não são a favor da episiotomia, exceto casos de complicação, lógico.]

Pensem e escolham bem seus obstetras.

E, nova e definitivamente, estou indignada com essa médica que aparentava ser das mais qualificadas.


É, isso, pessoas.

Inté.

=**