Não sou magra

Como diz o título, eu não sou magra.

Durante o tempo em que fui magra, eu me achava gorda. E nunca fui magra por meios saudáveis. Digo isso por ser uma ex-bulímica com eventuais recaídas. Toda magreza que tive durante a vida foi graças a LF’s [low food] e NF’s [no food], além de vários remédios.

Mas, olhando pro passado e pro presente também, vejo que ser gordinha nunca foi problema pra ninguém, exceto pra essa que vos fala.

Nunca fui excluída ou deixei de ser paquerada por ser gorda. Pelo contrário.

Lembro que sempre chamei a atenção e sempre tive presença, apesar da timidez.

Daí tu diz: “Claro que tem presença, com um tamanhão desses qualquer uma tem.”

Sim, meu tamanho chama atenção. Mas, baseada em comentários recentes, meu sorriso chama mais. E meus cabelos. E minha risada.

Não estou falando: “Meninas, joguem tudo pro alto, se acabem no BurgerKing e explodam suas academias.”

Mas também não desperdicem momentos prazerosos pensando nas calorias que estão comendo, nem deixem de ir à algum evento interessante por quilos a mais.

Não abandonem suas vidas sociais por não vestir manequim 36/38. Aliás, dentre todas as mulheres que conheço – que não são poucas, apenas uma vestia 38.

Fato é que esse não é o padrão brasileiro. Graças a Deus, brasileiras tem bunda, coxa, quadril, peito… Eu, como brasileira, tenho tudo isso [menos peito, confesso].

Que fique claro aqui que eu não estou fazendo apologia a nada. Estou apenas expondo meu ponto de vista e, provavelmente, não agradará a todos… Coisa que eu nem pretendo, honestamente.

Não é necessário ser magérrima pra ser linda, acho que a beleza está muito além da balança.

Há magras maravilhosas, claro. Mas também existem gordas que não deixam nada a desejar!

Simplesmente, como diz o ditado, “a beleza está nos olhos de quem vê.”


É isso, pessoas!

Beijo, beijo.

Inté o/

[texto para o #momentopretagil aqui e aqui ^^]


Paixão x Amor

Amor e paixão são coisas diferentes. Isso é paixão. Paixão não consumada, paixão que não sai da cabeça, paixão envergonhada.

Paixão de verdade, talvez. Paixão que não precisa virar amor. Aquilo é amor. Amor companheiro, amor que briga, que ri, que divide e tem ciúme. Amor que deu fruto.

Paixão não dá fruto. Paixão só segura na mão e dá beijo que não deu. Paixão é o abraço quando encontra pela primeira vez, o olhar que desvia, a vontade de fazer tudo e, no fim, não fazer nada.

Amor é de um, paixão é do outro.

Amor é o abraço no fim do dia, o carinho antes de dormir, o abraço no meio da noite.

Paixão é o fogo, o desejo e, de novo, a vontade.

Vontade que não passa, só aumenta. Vontade do beijo que não deu, do abraço, vontade do cheiro, de você inteiro. Pra mim e mais ninguém.

[Texto antigo ^^]

É isso, personas.

Até a próxima!

[ainda devendo o post das camisetas. que vergonhaaa... =x]


Indignada, definitivamente.

Vou contar aqui, pois fiquei indignada com o que me aconteceu ontem.

Como provavelmente vocês sabem, eu tive uma filha linda há 4 meses. Durante toda a gravidez eu me preparei para um parto normal. Sempre que me perguntavam [aliás, acho essa pergunta absurda] “Vai ser normal ou cesárea?” eu respondia: “Quero normal :D ”.

Dia 28/07 eu tinha consulta de pré-natal. Ao tentar ouvir os batimentos da bebê, minha ex-obstetra disse que, conseguia ouvir, mas não normalmente. Me perguntou se ela estava mexendo bastante. Eu disse que, naquele dia não tinha mexido muito… Estava mais quietinha.

Como eu tinha ficado muito tempo sem me alimentar, a médica mandou eu comer alguma coisa e ir para a maternidade, fazer um exame chamado Cardiotocografia. As enfermeiras fizeram o exame, os batimentos do bebê estavam normais e eu tinha 1cm de dilatação. Como estava tudo bem, me mandaram de volta para a casa. A obstetra disse que tentaria me consultar na sexta-feira [01/08] e, caso não conseguisse, me consultaria na própria maternidade, no sábado de manhã.

Dia 01º recebi uma ligação dizendo para eu ir à maternidade no sábado, dia 02/08 às 7 da manhã.

Sábado, fui feliz e contente, achando que seria só um exame e voltaria para a casa, arrumaria as últimas coisas e esperaria a bolsa romper ou ter contrações.

Ledo engano. Fui atendida [depois de mais ou menos 1 hora esperando] pelas enfermeiras. Fiz, novamente a cardiotocografia e, durante uma contração [bem levinha, aliás], a médica entrou na sala. Olhou os exames e disse: “Vamo lá?”.

Olhei com cara de assustada e perguntei: “Como assim? Agora?”

A resposta que eu tive não foi muito esclarecedora: “Sim. Durante as contrações [lembrem-se que as contrações eram superleves, nem dava para sentir] os batimentos do bebê sobem e descem muito rapidamente. Isso significa que OU o cordão está enrolado em algum membro, pescoço, bracinho, perninha… OU o cordão é muito curto. Tenho uma cesárea agora e você é a próxima.”

Perguntei se não era possível me colocar no soro, para tentar induzir um parto normal e ela disse: “Magina, você tá de 40 semanas, 1cm de dilatação e tem 17 anos, não vou te colocar no soro.”

Chamei meu marido e meu pai e foi uma correria. Pai veio em casa buscar a câmera, buscar a mala da bebê, a minha, avisar minha mãe e meus parentes que vinham visitar a barriga pela última vez… Enfim, correria.

Nessa correria toda, nem pensei que eu poderia bater o pé e pedir avaliação da junta médica.

Terça-feira [02/12], resolvi ligar para o hospital e pedir o prontuário para ver se realmente a cesárea foi necessária. Disseram que entre 6 e 10 dias úteis estaria tudo pronto.

Até aí, tudo bem…

Ontem, quarta-feira, recebi uma ligação, às 10 da manhã, da obstetra.

Ela disse que recebera uma ligação do hospital avisando do meu pedido do prontuário e queria saber o porquê. Fui franca. Disse que, por ter sido uma cesariana e eu não ter sido muito bem esclarecida, quis ver o prontuário. Num tom bem grosso, a médica me disse: “Como assim, não foi esclarecida? Eu expliquei o porquê para você, seu pai e seu namorado… Deixa eu falar com a sua mãe.”

Depois de mais ou menos uns 10 minutos no telefone, minha mãe desligou chorando, dizendo que eu não penso nas conseqüências dos meus atos e que a médica disse que “isso vai ter volta, vai ter reversão, não vai ficar barato…”, que “isso vai acarretar danos” pra ela e, novamente “terá volta”.

Que atitude mais anti-ética e medrosa. Fico imaginando qual o problema de eu querer ver o MEU prontuário e o prontuário da MINHA filha. Sempre tive comigo que quem não deve, não teme.

E não tinha motivo nenhum para ela ameaçar minha mãe e eu só por isso. A não ser, claro, que ela esteja errada.

Para não piorar a situação na minha casa, cancelei o pedido do prontuário. Mas em breve, o farei novamente.


Achei absurda a atitude dessa médica, a qual não vou citar o nome, pelo menos por enquanto.

Indignada mesmo.

Por isso, meninas e mulheres, deixem bem claro o tipo de parto que vocês querem, desde o começo do pré-natal. Tenham certeza de que esse médico é a favor do parto normal, se for o caso. E, se não for, mudem de médico. Não abdiquem dos seus valores só para qualquer um encher o bolso com sua grana.

A cesariana é, comprovadamente, muito mais arriscada que um parto normal. Têm certeza de que é melhor arriscar as suas vidas – e a dos seus filhos – só por “estética”? Por medo de uma episiotomia? [Aliás, os médicos que são, verdadeiramente, a favor do PN não são a favor da episiotomia, exceto casos de complicação, lógico.]

Pensem e escolham bem seus obstetras.

E, nova e definitivamente, estou indignada com essa médica que aparentava ser das mais qualificadas.


É, isso, pessoas.

Inté.

=**