Indignada, definitivamente.

Vou contar aqui, pois fiquei indignada com o que me aconteceu ontem.

Como provavelmente vocês sabem, eu tive uma filha linda há 4 meses. Durante toda a gravidez eu me preparei para um parto normal. Sempre que me perguntavam [aliás, acho essa pergunta absurda] “Vai ser normal ou cesárea?” eu respondia: “Quero normal :D ”.

Dia 28/07 eu tinha consulta de pré-natal. Ao tentar ouvir os batimentos da bebê, minha ex-obstetra disse que, conseguia ouvir, mas não normalmente. Me perguntou se ela estava mexendo bastante. Eu disse que, naquele dia não tinha mexido muito… Estava mais quietinha.

Como eu tinha ficado muito tempo sem me alimentar, a médica mandou eu comer alguma coisa e ir para a maternidade, fazer um exame chamado Cardiotocografia. As enfermeiras fizeram o exame, os batimentos do bebê estavam normais e eu tinha 1cm de dilatação. Como estava tudo bem, me mandaram de volta para a casa. A obstetra disse que tentaria me consultar na sexta-feira [01/08] e, caso não conseguisse, me consultaria na própria maternidade, no sábado de manhã.

Dia 01º recebi uma ligação dizendo para eu ir à maternidade no sábado, dia 02/08 às 7 da manhã.

Sábado, fui feliz e contente, achando que seria só um exame e voltaria para a casa, arrumaria as últimas coisas e esperaria a bolsa romper ou ter contrações.

Ledo engano. Fui atendida [depois de mais ou menos 1 hora esperando] pelas enfermeiras. Fiz, novamente a cardiotocografia e, durante uma contração [bem levinha, aliás], a médica entrou na sala. Olhou os exames e disse: “Vamo lá?”.

Olhei com cara de assustada e perguntei: “Como assim? Agora?”

A resposta que eu tive não foi muito esclarecedora: “Sim. Durante as contrações [lembrem-se que as contrações eram superleves, nem dava para sentir] os batimentos do bebê sobem e descem muito rapidamente. Isso significa que OU o cordão está enrolado em algum membro, pescoço, bracinho, perninha… OU o cordão é muito curto. Tenho uma cesárea agora e você é a próxima.”

Perguntei se não era possível me colocar no soro, para tentar induzir um parto normal e ela disse: “Magina, você tá de 40 semanas, 1cm de dilatação e tem 17 anos, não vou te colocar no soro.”

Chamei meu marido e meu pai e foi uma correria. Pai veio em casa buscar a câmera, buscar a mala da bebê, a minha, avisar minha mãe e meus parentes que vinham visitar a barriga pela última vez… Enfim, correria.

Nessa correria toda, nem pensei que eu poderia bater o pé e pedir avaliação da junta médica.

Terça-feira [02/12], resolvi ligar para o hospital e pedir o prontuário para ver se realmente a cesárea foi necessária. Disseram que entre 6 e 10 dias úteis estaria tudo pronto.

Até aí, tudo bem…

Ontem, quarta-feira, recebi uma ligação, às 10 da manhã, da obstetra.

Ela disse que recebera uma ligação do hospital avisando do meu pedido do prontuário e queria saber o porquê. Fui franca. Disse que, por ter sido uma cesariana e eu não ter sido muito bem esclarecida, quis ver o prontuário. Num tom bem grosso, a médica me disse: “Como assim, não foi esclarecida? Eu expliquei o porquê para você, seu pai e seu namorado… Deixa eu falar com a sua mãe.”

Depois de mais ou menos uns 10 minutos no telefone, minha mãe desligou chorando, dizendo que eu não penso nas conseqüências dos meus atos e que a médica disse que “isso vai ter volta, vai ter reversão, não vai ficar barato…”, que “isso vai acarretar danos” pra ela e, novamente “terá volta”.

Que atitude mais anti-ética e medrosa. Fico imaginando qual o problema de eu querer ver o MEU prontuário e o prontuário da MINHA filha. Sempre tive comigo que quem não deve, não teme.

E não tinha motivo nenhum para ela ameaçar minha mãe e eu só por isso. A não ser, claro, que ela esteja errada.

Para não piorar a situação na minha casa, cancelei o pedido do prontuário. Mas em breve, o farei novamente.


Achei absurda a atitude dessa médica, a qual não vou citar o nome, pelo menos por enquanto.

Indignada mesmo.

Por isso, meninas e mulheres, deixem bem claro o tipo de parto que vocês querem, desde o começo do pré-natal. Tenham certeza de que esse médico é a favor do parto normal, se for o caso. E, se não for, mudem de médico. Não abdiquem dos seus valores só para qualquer um encher o bolso com sua grana.

A cesariana é, comprovadamente, muito mais arriscada que um parto normal. Têm certeza de que é melhor arriscar as suas vidas – e a dos seus filhos – só por “estética”? Por medo de uma episiotomia? [Aliás, os médicos que são, verdadeiramente, a favor do PN não são a favor da episiotomia, exceto casos de complicação, lógico.]

Pensem e escolham bem seus obstetras.

E, nova e definitivamente, estou indignada com essa médica que aparentava ser das mais qualificadas.


É, isso, pessoas.

Inté.

=**


Hipotireoidismo Congênito

Há quatro meses minha filha nasceu! Linda, perfeitinha e saudável!

Tudo lindo, perfeito [meio dolorido, pela cirurgia], eu tava superfeliz.

Com 48h foi feito o exame do pezinho, muito importante para detectar algumas doenças… Na saída da maternidade, me disseram que em 30 dias a APAE me enviaria o resultado do exame e, caso o resultado estivesse alterado, me ligariam antes. Mas nem me preocupei, afinal, nunca tinha visto nenhum exame do pezinho alterado. Depois de 1 semana em casa, me ligam da APAE, dizendo que eu precisava levar a Maria Alice fazer um exame de sangue, pois o exame tava com “algumas alterações.

A primeira coisa que me veio à mente foi Síndrome de Down. Embora eu tivesse feito o pré-natal exatamente como o recomendado e ela não tivesse nenhuma daquelas características das crianças portadoras da deficiência. Me segurei pra não chorar quando desliguei o telefone. Fiquei me culpando por não ter feito isso ou aquilo, por ter relaxado no fim da gravidez… Enfim, neurose total.

Com 12 dias, levei a pequena pra fazer o exame. Foi quando me explicaram que o exame do pezinho seve, entre outras coisas, pra detectar problemas de tireoide. Entre elas, o hipotireoidimo congênito.

Maria refez o exame e a doença foi confirmada. Maaaais neura na cabeça da mamãe de primeira viagem. Fiquei pensando que ela não ia se desenvolver como as outras crianças, que teria várias limitações e blablabla wischas sachê. Nada disso.

O hipotireoidismo é, sim, uma doença grave se não diagnosticado e tratado precocemente. Pode, sim, afetar o desenvolvimento da criança se não tratado corretamente. Mas não é um bicho de sete, oito, nove, trezentas cabeças. Geralmente se trata com PuranT4 [não lembro o nome exato, então to falando o nome comercial!

Mas só hoje eu percebi o quão boba foi a minha reação. Comecei a pensar "Poxa, mas tem tanta criança lá que tem hipo" e tralala que me toquei, ela não é a única no mundo e, além de seus exames estarem normalizados, está se desenvolvendo muito bem! Grita, quase senta, segura a mamadeira sozinha às vezes, dá risada... E está até maior que a maioria das crianças de 4 meses!


Se alguém ler isso aqui e tiver um filho, irmão, primo, filho da amiga da irmã da vizinha da tia da sobrinha que tenha sido diagnosticado, eu falo: Não se desesperem, não é o fim do mundo, medique a criança corretamente e seja feliz!

Hipotireoidismo não é o fim do mundo! ^_^



Inté, pessoas!

=**


[achei meu dever mostrar que hipo não interfere no desenvolvimento!]