A vergonha do brasileiro

“Poderia ser apenas mais uma manhã tranquila em que jovens se divertiam
com atividades escolares, mas o destino de duas, em particular, iria
mudar radicalmente com a inserção de um, como dizem os
“tão preparados” policiais, ELEMENTO DE ALTA
PERICULOSIDADE. Poderia ser mais uma manhã tranquila em que os
adolescentes desprenderiam juventude, alegria e dedicação,
mas foi interrompida por um , como dizem os “tão preparados”
policiais, MELIANTE.

Poderia ser mais uma semana tranquila para todos que assistiam ao triste
episódio e, de alguma forma, tentavam assistir às duas
meninas. Tudo em vão.

O que foi visto foi um ato de covardia associado a uma sucessão de
erros infantis cometidos pela “tão preparada” polícia. Foi uma atuação digna de filme, mas filme de “Os Trapalhões”, a qual só me faltou escutar a
música-tema.

Que atuação patética!!! Que excesso de imbecilidade.

Na sexta-feira estava em uma clínica pediátrica e comentei
da vergonha que era a polícia brasileira, um senhor ao meu
lado “torceu a cara”, acho que era militar aposentado e disse que
a polícia não podia fazer nada e que era assim mesmo.
Pois é, a polícia não podia fazer nada mesmo,
pois não sabia o que fazer, pois não tinha competência
para estar diante de uma situação como aquela.

Agora à pouco, vi a reportagem em que o coronel responsável pela
operação, dizia que colocaria seu filho no lugar da
segunda menina, a que voltou ao apartamento, se fosse preciso. PELO
AMOR DE DEUS, que pai, profissional, ser humano é esse que diz
uma verdadeira sandice, um absurdo sem tamanho como este. E o Capitão ainda diz que quem errou foi o sequestrador e não a polícia.

É preciso chegar a uma situação como esta para que a
população veja como estamos a mercê de uma
polícia ineficiente, infantil e desorganizada.

VAMOS LUTAR POR SEGURANÇA, mas segurança com responsabilidade
e atuação.

Por isso faço das palavras do brasileiro e instrutor da SWAT, que deu
sua avaliação sobre os acontecimentos recentes: “TENHO
VERGONHA DE SER BRASILEIRO”

André Luís Beserra Galvão
Professor Assistente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), campus Arapiraca

Achei esse texto no Orkut de Bêbado e fiquei pensando… Até quando o brasileiro vai se envergonhar?
Não temos políticos honestos [mas qual país tem?], nossa polícia não faz nada além de ficar rodando com as viaturas e tirando vantagem. Nem nossos religiosos merecem algum crédito, afinal, com tanto padre pedófilo, pastor que rouba fiel… O Brasil tá ruim mesmo.

Será?
Não sei… Ainda tenho fé no Brasil e muito orgulho de ser brasileira. Aí alguém vem me dizer: “Claro, sua realidade é diferente, você mora num lugar legal tem tudo o que quer e blablabla…”

Mas se hoje eu vivo num “mundinho cor-de-rosa com glitter e purpurina”, ontem minha família e eu passamos muitas dificuldades. Já morei em casa de 3 cômodos, já morei na casa da minha avó, já estudei em escola do estado…

E, ainda assim, como eu disse, tenho fé no Brasil e orgulho de ser brasileira.

Em 2004, tive um professor que foi despedido porque o acusaram de xenofobia. NÃO. Ele não é xenofóbico, ele tem orgulho de ser brasileiro e não fica glorificando os EUA ou qualquer outro país.
O professor e eu somos dois brasileiros raros atualmente. Somos brasileiros orgulhosos, brasileiros que se sabem o Hino Nacional completo, brasileiros que se emocionam com o mesmo… Brasileiros que preferem um artigo nacional à qualquer outro produto importado.

A situação tá ruim? Tá, sim… Tá péssima. Mas pode – e VAI mudar. Não dá pra mudar a mentalidade das pessoas da noite pro dia. Infelizmente.
O problema, como disse meu professor uma vez, é esse. A mentalidade das pessoas. O comodismo.

Esse texto não é sobre a Eloá, nem sobre a Nayara, nem sobre o Lindemberg [continuo achando que ele só é assim devido a um trauma de infância por ter esse nome, jizuize... LINDEMBERG?]. Esse texto é sobre a vergonha que o brasileiro tem. Sobre a mentalidade do brasileiro, sobre o comodismo e sobre a preguiça do brasileiro.


É isso.

Sinceramente, fiquei indignada com o texto do professor André Luis. E taí, enquanto nossos educadores pensarem assim, infelizmente o Brasil não vai mudar muito.


E que fique claro, essa é minha opinião. Fique à vontade para discordar, aí nos comentários!


Hasta, pessoas!

=**


She was just sixteen…

Meu maior sonho era ser mãe. Desde sempre. Quando eu tinha meus dois, três anos, a brincadeira da qual eu mais gostava, além de atormentar a cachorra, era “mamãe-filhinha”. Lembro que eu babava na neném da vizinha, a Letícia. Lembro que eu cuidava das bonecas enquanto todas as minhas primas brincavam de pique-esconde.

Eu SEMPRE quis ser mãe.

Em 2005 arranjei meu primeiro namorado oficial. De almoçar em família aos domingos e ir à missa junto [rs]! Mas algo me dizia que ele não seria o pai dos meus filhos. Talvez o medo incontrolável que ele tenha de ser pai.

Namorei por 2 anos e só tocamos nesse assunto duas vezes. E nas duas vezes brigamos feio.

Vim pra São Paulo, arranjei namorado, fiquei noiva… E, há quase 1 ano descobri que estava grávida. Foi o maior susto que eu já levei. Não sabia qual seria a reação dos meus pais, dos meus sogros. Não sabia se eu seria capaz de dar conta de uma criança… Quase perdi o chão. Mas tive apoio, muito apoio.

Ser mãe não é fácil. Principalmente quando se tem 18 anos. Chorei muito quando senti o preconceito na pele. Eu estava no shopping, grávida de 8 meses. Uma mulher olhou pra minha barriga e comentou, alto e claro som “Que futuro terá essa criança, tsc tsc”.

Hoje eu nem ligo mais. Sou mãe adolescente, sim. Não é minha idade que vai me impedir de ser uma boa mãe.

Se eu me precipitei? Lógico. Se eu esperaria mais? Com certeza. Se é difícil? Muito.

Mas cada sorrisinho safado dela me deixa feito manteiga! E eu arranjo forças pra continuar e batalhar por uma vida melhor pra nós duas.

Eu não sou mais a mesma Aline há 1ano. Meu corpo mudou e, principalmente, minha forma de ver o mundo. Minhas prioridades e meus sonhos mudaram… E hoje, vivendo tudo o que eu vivo, eu tenho certeza: Eu sempre quis ser mãe e não há nada melhor que isso!


Inté, pessoar. o/


A cor do cabelo =)

Todo mundo sabe que casais brigam. Afinal, são duas pessoas diferentes, com vontades diferentes, gostos diferentes, criações diferentes e todo esse clichê das diferenças…

Depois de muito tempo batendo a cabeça na parede, chorando porque o féladasenhoraqueopariu não ligou, me descabelando, maldizendo o dia em que conheci a[s] criatura[s], eu me mudei pra São Paulo.

Junto comigo veio a vontade de achar alguém, embora eu estivesse a dois meses solteira e a dois dias sem homem =P

Colégio é uma bosta pra achar homem, a não ser que seja professor. hahaha… Em colégio só tem pivete de bigodinho ralo e esse tipo eu passo.

Shopping só tem boyzinho com boné VonDutch e esses eu passo mais ainda.

Bora pro orkut, pessoal!! Fuça comunidade, fuça profile, fuça tudo… Achei a comunidade [meupassadomecondena]Teatro Mágico – SP[/meupassadomecondena]. Como eu tinha acabado de mudar pra “capitar”, se eu não achasse alguém legal por lá, pelo menos faria algum “amiguinho raro”. Achei alguém que morava perto de mim e resolvi conversar. Do orkut foi pro msn… E do msn veio pra casa. =)

Não estamos juntos a tanto tempo, 1 ano e meio, mas [cliche]parece uma eternidade[/cliche]. Já passamos por tantas coisas juntos, brigas, carinhos, abraços, beijos, viagens, lágrimas, saudade… O resultado de tudo isso foi uma pequena linda demais, loirinha, olhos azuis, branquela e cheirosa. Nossa Maricota! ^_^

E só ele me fez mudar a cor do cabelo. Eu, que sempre amei ser morena, fiquei ruiva. Só por ele. Acho que é o mínimo que posso fazer por quem me deu um presente tão lindo como uma filha!

Os defeitos, os vícios e todas as outras diferenças eu tento fingir que não vejo. Não é sempre que consigo, mas acho que ele sabe que eu me esforço!

Pra você, meu crescido-pirralho!

Te amo.

=**


Eu sei

Eu sei de todas as coisas que você tem feito.

Sei o que você fala, mesmo que você se cale.

Sei o que você pensa, só olhando nos seus olhos.

Sei o que você quer, mesmo que você finja não querer.

Não adianta negar. Eu sei… Simples assim.

Sei que, na hora do almoço, você conta pros seus amigos que eu me neguei a chupar teu pau na noite passada.

Sei também que, depois de sair daquele restaurante fedorento que você freqüenta, você vai pro seu apê, comer aquela secretária gostosa e sem cérebro que, aliás, você nem sabe o nome.

Sei que, apesar de tudo isso, ao ouvir aquela música, você lembra de mim e segura o choro com todas as forças que você tem.

Sei que você pega o telefone toda noite, esperando que eu ligue… E eu ligo.

Você finge desinteresse mas eu sei – pela sua voz- que você presta atenção em tudo o que eu digo.

Sei que você lembra que dia é hoje, mesmo que você finja ter esquecido.

Eu sei, também, que você tem guardado no teu carro aquele bilhete que eu escrevi: “Quando você está bem tudo parece mais fácil.”

Mas eu sei que você não está bem. E por isso as coisas parecem difíceis. Não, não… Corrige. Não PARECEM difíceis. As coisas estão difíceis.

Ok, eu sei também que isso é só uma desculpa pras minhas fraquezas. Não é porque você não está bem que as coisas estão difíceis.

Sei que você está falando com ela neste exato momento. Você finge que não.

Você é rei em fingir. E eu também.

Eu finjo que não sei da sua farsa. Mas eu sei.

Simples assim…

Sei que você, amanhã, vai me procurar…

Mesmo que você diga “Amanhã eu te ligo!” todos os dias, há três meses.